Novo Diretor-Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar é Nomeado no Senado do Brasil
Depois de um longo período de espera, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) finalmente tem um novo diretor-presidente nomeado. O senador Wadih Damous foi aprovado pelo Senado Federal com 38 votos a favor e 20 contra, após ser indicado por Lula em dezembro do ano passado. Além dele, outros 23 nomes foram aprovados para ocupar cargos importantes em agências reguladoras e órgãos do Judiciário.
O nome de Damous havia sido um dos mais esperados desde o fim do mandato de Paulo Rebello, que ficou quatro anos à frente da ANS. Apesar de nunca ter trabalhado no setor de saúde, Wadih Damous é conhecido por sua longa carreira política e como advogado. Ele começou a sua trajetória como defensor dos direitos dos trabalhadores, atuando em sindicatos de metalúrgicos, ferroviários e funcionários do BNDES.
Durante seu tempo como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, Damous também exerceu um mandato como deputado federal. Sua proximidade com Lula e sua experiência política foram fundamentais para conquistar o apoio necessário no Senado Federal.
Além de Damous, outros nomes importantes foram aprovados em uma pauta que ficou trancada durante todo o primeiro semestre do ano passado. Leandro Safatle foi escolhido para assumir a direção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto Thiago Faierstein será o novo presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Arthur Watt Neto também foi confirmado como presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A aprovação desses nomes é um passo importante para a estabilidade das agências reguladoras no Brasil. Com essas escolhas, o governo busca garantir que os órgãos responsáveis por regular setores importantes da economia tenham líderes competentes e comprometidos com a missão de proteger os interesses dos consumidores e promover a segurança e eficiência nos serviços prestados. Com Wadih Damous à frente da ANS, há esperança de que a agência possa retomar seu papel fundamental na regulação do setor de saúde suplementar no Brasil.