Corrida presidencial de 2026 ganha nova candidata: veja quem já confirmou disputa ao Planalto

Diego Velázquez Por Diego Velázquez
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A disputa pela Presidência da República em 2026 ganhou mais uma candidatura oficializada neste fim de semana. O partido Unidade Popular confirmou o nome da dentista Samara Martins como candidata ao Palácio do Planalto, em convenção realizada em São Paulo. Com isso, cresce o número de nomes já formalizados na corrida presidencial, em um momento no qual os partidos correm contra o prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral para o registro definitivo das candidaturas.

O anúncio se soma a uma sequência de lançamentos que já vinha movimentando o cenário político nas últimas semanas, com legendas de diferentes espectros ideológicos confirmando seus candidatos à Presidência antes mesmo do início oficial da propaganda eleitoral. Esse movimento antecipado reflete a disputa acirrada que se desenha para outubro, especialmente entre os nomes que aparecem com mais força nas pesquisas de intenção de voto.

Quem já oficializou candidatura à Presidência

A Unidade Popular formalizou a candidatura de Samara Martins durante convenção realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, na capital paulista. A chapa será composta apenas por integrantes do partido e terá a sindicalista Raquel Bricio, guarda portuária e dirigente sindical no Pará e no Amapá, como candidata a vice-presidente. Durante o evento, Samara afirmou que pretende priorizar o combate à violência contra as mulheres e as pautas ligadas ao mundo do trabalho ao longo da campanha, formando uma chapa integralmente composta por mulheres.

No mesmo fim de semana, o PSD oficializou a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República, tendo o presidente da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice. Caiado, que migrou para o PSD após deixar o União Brasil ainda neste ano, chega à disputa em meio a um cenário de alianças estaduais heterogêneas, já que o partido apoia candidaturas distintas conforme a região do país, incluindo o apoio à reeleição de Lula em determinados estados.

Antes disso, o PL já havia confirmado o senador Flávio Bolsonaro como seu candidato à Presidência, em convenção que reuniu apoiadores no estádio do Pacaembu, em São Paulo. A candidatura de Flávio é vista como um desdobramento direto da indicação feita por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e enfrenta desafios para consolidar apoio dentro do próprio campo político, especialmente diante da força que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ainda mantém entre setores do centrão e do mercado financeiro. O partido Missão também já havia lançado Renan Santos como pré-candidato.

Como está o quadro entre os principais nomes

Pesquisas divulgadas recentemente mostram Lula como favorito no cenário de segundo turno, com cerca de 46% das intenções de voto, contra 42% atribuídos a Flávio Bolsonaro, considerando a média dos levantamentos mais recentes compilados por veículos especializados em pesquisas eleitorais. A diferença apertada entre os dois nomes ajuda a explicar por que os principais partidos têm antecipado suas convenções, buscando ganhar tempo de exposição antes do início oficial da campanha.

Outros nomes seguem no radar como pré-candidatos, ainda sem confirmação oficial, entre eles o psiquiatra Augusto Cury, pelo Avante, o professor Hertz Dias, pelo PSTU, além de Aécio Neves, Cabo Daciolo e Heró Bezerra, representando legendas menores. Até o dia 15 de agosto, prazo final estabelecido pelo TSE para o registro das candidaturas, ainda é possível que novos nomes surjam ou que parte desse cenário se altere, especialmente conforme evoluam as negociações de composição de chapas e apoios regionais.

O que ainda pode mudar até agosto

A definição sobre o futuro político do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, segue como um dos pontos de maior expectativa entre analistas políticos. Governadores que desejam concorrer à Presidência precisam se desincompatibilizar do cargo até abril, prazo que ainda condiciona parte das decisões dentro do campo de centro-direita e que pode reconfigurar alianças até então consolidadas em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Enquanto isso, o processo de filiações e definição de vices segue movimentando bastidores, com legendas médias ainda avaliando qual bloco apoiar no primeiro turno. Esse cenário de indefinições parciais deve se manter até o fechamento oficial das candidaturas, quando o quadro eleitoral de outubro finalmente ficará completo para o eleitor brasileiro.

Fontes consultadas:
Agência Brasil | Correio Braziliense | Brasil de Fato

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